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Consultório Turístico

Um Blog de Técnicos para Técnicos e de Técnicos para Turistas. Tudo o que é preciso encontrar sobre Turismo, está aqui!

A Natureza na sua Simplicidade

31.05.12 | Damiana Sousa

No tempo quente, sei que o mote é passear, mas o menos tempo possível ao calor... Agora que começam a surgir sinais envergonhados de um Verão que se nota tão ansioso por aparecer como nós, a inspiração para sair de casa é maior. Aproveitar os dias já grandes, as manhãs soalheiras, os fins de tarde amenos, resulta num passeio, por mais breve que se desvende.

Aproveite as tardes quentes na Mata Nacional do Buçaco. Se considera que já se surpreendeu o suficiente com a conjungação perfeita entre o Património Natural e Arquitectónico, venha descobrir outras certezas, aqui, na Mata do Buçaco.

Ao chegar, o Palace Hotel do Buçaco e o Convento de Santa Cruz serão o seu cartão de boas vindas. Por entre os trilhos e caminhos da Mata, poderá descobrir as diversas capelas de devoção e a Via Sacra, o Museu Militar e o Monumento dedicado à comemoração da Batalha do Buçaco. Entre os seus miradouros, destaca-se o da Cruz Alta, que oferece uma vista inesquecível entre Coimbra e a Serra do Caramulo.

Durante todo o seu passeio, será agraciado pela sombra e frescura de centenas de árvores seculares, que o acompanharão na sua visita, fazendo-o esquecer por momentos que habita o planeta Terra e que está entre as maravilhas do verdadeiro Jardim do Éden.

A Mata do Buçaco é um verdadeiro museu vivo, preenchido por nascentes saltitantes, fontes tranquilas e pequenos lagos habitados por peixes e anfíbios.

Tem à sua disposição cerca de 105 hectares de misticismo e história para explorar. Merece uma visita calma e vagarosa, que lhe permitirá descobrir segredos que cada pormenor da Mata tem para lhe contar. Não deixe de ouvir com atenção.

Na Mata do Buçaco será presenteado com maravilhosas paisagens, com recantos secretos e com caminhos de história, onde a tranquilidade e a diversidade que imperam o farão passar por experiências inesquecíveis.

Depois do seu passeio, aproveite os últimos momentos na esplanada do local.

 

Para mais informações sobre horários, preços e actividades, consulte a página oficial da Fundação Mata do Buçaco, aqui.

 

 

Vista sobre a Mata Nacional do Buçaco (Fonte: Fundação Mata do Buçaco)

 

Pormenor de Trilho (Fonte: Fundação Mata do Buçaco)

 

Lago na Mata Nacional do Buçaco (Fonte: Fundação Mata do Buçaco)

No topo do Mundo

30.05.12 | Damiana Sousa

Se há locais onde gosto de subir, é bem no cimo das Montanhas e Serras que me inspiram e me fazem sentir no topo do Mundo. Transmitem-me bem aquela sensação de grandiosidade olhando para as minúsculas paisagens lá de baixo, como se me presenteassem com um super poder e uma capacidade de governar cada pedaço de terra da maneira que eu bem entendesse. Tenho a certeza que é isso que Deus deve sentir ao ver-nos lá de cima...

Na impossibilidade de poder ter o meu próprio trono divinal bem lá no céu do Mundo, contento-me em usar as minhas capacidades humanas para subir Serras e agradecer a maravilhosa paisagem que tenho o privilégio de conhecer.

Num dos meus desvairos turísticos, já dei por mim diversas vezes, bem no topo da Serra de S. Macário. É vizinha da Serra da Arada, da Freita e do Arestal e moram todas no simpático bairro designado por Maciço da Gralheira.

É a 1050 metros de altitude que encontramos a Capela de S. Macário, rodeada pela típica construção de muros de Xisto, envolta pela beleza das suas vizinhas, complementada ainda pela paisagem oferecida pelas Serras do Montemuro e Caramulo e pela Bacia do Vouga. Posso-lhe garantir, que lá bem no alto consegue perceber o som do silêncio. Só mesmo visitando, me conseguirá dar razão...

Na Serra mais alta do Concelho de São Pedro do Sul, é possível reviver lendas e histórias de devoção. Que o digam as pequenas aldeias caracterizadas pelas suas típicas casas de xisto, habitadas por poucos que ainda restam para contar as suas estórias. No vale profundo da Serra, encontramos a Aldeia da Pena, verdadeiramente perdida no tempo, onde o bulício das zonas citadinas nunca chega, senão através dos seus curiosos. Arrisco-me a dizer que será uma das mais belas aldeias de xisto em Portugal. Pequena, segura de si, protectora das suas gentes e das suas tradições.

Também entalada entre a Serra, fica a Aldeia de Covas do Monte, famosa pelo seu rebanho de cabras composto por mais de 1000 cabeças. Todos os dias, o pastoreio comunitário deslumbra os turistas que por ali passam, absorvendo a tradição de um Portugal Rural, actualmente marcado por uma meia dúzia de exemplos. São imagens de um Portugal que já pouco existe. Aqui encontra também um restaurante que satisfará o seu gosto pela comida de Lafões.

Asseguro-lhe que tem entretenimento para um dia bem passado. Vai conseguir perder-se na calmaria e nos cenários idilicos, vai desejar deitar-se nos campos que pintam a paisagem e parar aquele momento que oferecerá apenas a si.

Boa Viagem.

 

Capela de São Macário (Fonte: Guia da Cidade)

 

Serra de São Macário (Fonte: Guia da Cidade)

 

Aldeia da Pena (Fonte: Guia da Cidade)

 

Covas do Monte (Fonte: Aldeia de Magaio.org)

Com um pé na Serra

29.05.12 | Damiana Sousa

Se considera a simpática cidade de Seia apenas um ponto de passagem para subir ou descer a Serra da Estrela, lamento desiludi-lo na sua convicção... Encontre em Seia o local ideial para tranquilamente apreciar o seu rico património arquitectónico, ao longo das suas ruas pintalgadas de história e tradição. Vai encontrar uma harmonia perfeita entre a Cidade e a Serra, que fica logo ali "à porta". Será uma viagem no tempo inesquecível.

Quando visitar a Igreja Matriz, estará a pisar solo conquistado aos Mouros por D. Afonso Henriques. O terreiro rochoso é tudo o que resta do seu Castelo Medieval. O Bairro do Castelo vai de certeza remetê-lo para a época medieval, onde as construções das habitações, a par com as ruas estreitas, se destacam pela sua tipicidade. Só aqui, em poucos passos, já conseguiu recuar umas valentes centenas de anos. Continue a sua visita pelo Edifício dos Paços do Concelho, uma antiga Casa Senhorial pertencente aos Albuquerques e que em tempos fora também o quartel-general de Wellington na última invasão de Napoleão. Rica em edifícios solarengos, Seia oferece-lhe também o Solar dos Botelhos e o Solar de Santa Rita.

De destacar também, a Capela de São Pedro, resultado de épocas diferentes de construção, com toques medievais, românicos, góticos e manuelinos. Ainda no centro de Seia, pode visitar a Igreja da Misericórdia, com as suas características barrocas.

Gostaria de o remeter também para os Museus que a cidade oferece. Faça uma pausa no Museu do Brinquedo e continue a sua viagem no tempo. No seu interior irá encontrar brinquedos que farão lembrar com toda a certeza os seus tempos de infância. Carrinhos, bicicletas, piões, bonecas, aviões, livros, brinquedos de madeira... O Museu oferece uma colecção espetacular de brinquedos de Portugal e do resto do Mundo. Um espaço bastante interessante que não distingue adultos de crianças. Aconselho-o vivamente a deixar-se levar nesta visita que de infantil tem pouco.

Ainda em Seia, não perca a oportunidade de conhecer o processo do fabrico do pão, no Museu do Pão de Seia. Será levado a conhecer o ciclo do Pão, desde que a semente do trigo cai à terra, até ao seu processo de confecção artesanal. Pelo caminho, vai descobrir muitas histórias, muitas tradições e muitas curiosidades relativas ao fabrico do Pão. As crianças têm também a oportunidade de manipularem os ingredientes pertencentes à cozedura do Pão.

Como "nem só de Pão vive o Homem", o Museu é composto também de uma "mercearia à moda antiga", onde, entre outros produtos artesanais, vende o próprio pão que fabrica; poderá também relaxar no Bar/ Biblioteca do Museu ou aquecer o estômago no Restaurante. Garanto que sairá satisfeito. É o único Museu do genéro que poderá conhecer na Península Ibérica.

 

Então, ainda precisa de mais motivos para agendar a sua visita? Ou já o convenci que Seia não é apenas um ponto de passagem?

 

 

 

 

Encontre mais informações sobre Seia (cidade e conselho) aqui e aqui.

"Eu vou ao Jardim Zoológico, giroflé, giroflá..."

25.05.12 | Damiana Sousa

Dos locais mais agradáveis para se visitar e que agradam a miúdos e graúdos é sem dúvida o Jardim Zoológico. Considero o programa ideal para famílias que vão desde os 0 aos 100 anos. Os adultos não escondem o seu fascínio por voltarem a ser crianças, vivendo com elas o dia no Jardim Zoológico. Por sua vez, as crianças não conseguem conter o entusiasmo de observar tantos animais num só espaço, sonhando secretamente que aquela fosse a sua casa onde poderiam albergar tantas espécies, tal Noé e a sua Arca.

Remeto hoje para o Jardim Zoológico de Lisboa que está a poucos dias da comemoração do seu 128º aniversário (28 de Maio); tenho a expectativa de vos aguçar o apetite de maneira a programarem a vossa viagem para este fim de semana.

Como natural da Capital, não fui ao Jardim Zoológico nem 1, nem 2 vezes... fui muitas mais. É uma espécie de must see dos habitantes. "Se vem tanta gente de longe visitar o Jardim Zoológico, porque não havemos nós também de o conhecer?" pensam os lisboetas.

O Jardim Zoológico é uma espécie de Meca em Portugal. Tem que se visitar pelo menos 1 vez na vida.

Considero também que é um espaço privilegiado para a fuga das "árvores de cimento" a que os lisboetas estão acostumados, encontrando desta forma um pouco do equilibrio com a Natureza. Tanta fauna e flora, só podem harmonizar perfeitamente com o ser humano.

Recomendo um dia ameno de verão para o visitar, uma mochila (o bom português leva sempre farnel...), máquina fotográfica, água e vontade de caminhar (não se esqueça também do dinheiro para pagar as entradas e quiçá, para os souvenirs). É boa ideia seguir o trajecto indicado pelo Mapa que deve solicitar à entrada. Se começar a distrair-se e a saltar etapas, vai acabar cansado, desorientado, com vontade de voltar para casa e perder metade dos pormenores, para além de tirar o encanto à sua visita. Para além de que o mapa contém informações bastante úteis de todas as facilidades e espaços oferecidos no Zoo. Dada a sua localização bastante centralizada na rede de transportes, chegará sem dificuldade ao Zoo (7 Rios - Jardim Zoológico).

Comece o mais cedo possivel; sou talvez um pouco suspeita para falar, na medida em que tudo o que toque a visitas, começo sempre de manhã. O Jardim Zoologico abre às 10h00 e encerra às 20h00... pode-lhe parecer muito tempo no meio de tanto animal, mas acredite que vai perder tempo na bilheteira, vai precisar de tempo para uma pausa de almoço e vai definitivamente precisar de caminhar sem pressas. O Zoo tem muito para ver e é isso que vou mostrar já a seguir.

Como referi, siga o mapa. A sua viagem pelo mundo dos animais começa aqui, entre Zebras, Aves Asiáticas, Bongos, Koalas, Rinocerontes e Suricatas (os meus preferidos, by the way. As Suricatas são também conhecidas por Timon - do Timon e Pumba, amigos do Rei Leão). Se quiser aproveitar a proximidade com a zona destes animais e a Baía dos Golfinhos, recomendo vivamente que assista ao espetáculo dos Golfinhos. Poderá fazê-lo logo às 11h ou aproveitar as sessões da tarde.

Continue a sua viagem pelos animais mais "africanizados", entre Girafas, Elefantes Africanos (eu sou do tempo em que se dava um amendoim ao Elefante e ele tocava no sino), Leões e Macacos. Terá ainda oportunidade de conhecer animais de origem asiática, de contemplar a encosta dos Felinos ou observar a vida dos Ursos. Divirta-se entre os pinguins e as aves exóticas e teste o seu medo ou alimente o seu fascínio pelos répteis (no reptilário - 10h00-19h00). Se gosta de ver os animais em acção, não perca as variadas apresentações; recomendo, no entanto, que organize o seu horário e a sua visita, no caso de não querer perder nenhuma apresentação.

Se conseguiu visitar todo o Zoo e explorou todos os pontos de interesse,aconselho agora a parar e comer um gelado num dos milhares de locais à sombra e de seguida, parta em direcção ao teleférico. Não saia do Jardim Zoológico sem o fazer. Terá uma vista maravilhosa de todo o Zoo e ao passar por cima dos Leões, vai-se recordar de como são imponentes (apesar de este ano, termos sofrido alguns duros golpes... bem, mas mudando de assunto...).

Um ponto bastante interessante que gostaria igualmente de destacar é a "Quintinha", um espaço bastante educativo no que toca ao funcionamento de uma Quinta e onde é possível observar animais característicos.

Se nunca visitou o Zoo, aproveite e parta à descoberta. É realmente um mundo de fantasia. Se conhece crianças que nunca visitaram o Zoo, ofereça-lhes esta oportunidade; não imagina como elas vão fantasiar com tantos animais que só vêm em desenhos animados.

Se já visitou o Zoo, deixe-se surpreender novamente. Não imagina o que poderá voltar a descobrir! Acredite em mim.

Tenho a certeza que será um dia muito bem passado. E se está sem ideias para uma escapadinha a dois, é um lugar a considerar.

Bom passeio!

 

Para consulta detalhada de informações sobre horários, preços, apresentações e outras considerações úteis, visite por favor o site oficial do Jardim Zoológio de Lisboa aqui.

 

Baía dos Golfinhos

Vista do Teleférico sobre Lisboa                                                                                   

 

Vista sobre o Jardim Zoológico      

                                                          

As Girafas

 

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